nuno ferro, olhares acolhi-me à sombra dos pinheiros mansos colhi pinhões torrados... desfolhei o olhar... recolhi-me... fundi-me em silêncio... inteiramente corpo num espírito inteiro e renasci pessoa (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
todos queremos ser felizes não somos seres felizes
a felicidade não existe
sondei... encontrei momentos fugazes... momentos tenazes... ... se sou feliz? não sou! tenho momentos felizes em silêncio com prazer em mim (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
dizias tu primo tibúrcio meu urso que a tua agenda electrónica... último modelo da marca sanguessuga (sic) ... estava prenha de adresses e numbers de senhoras donas e de meninos bonitos... que olhasse... ... Tu não sendas messages destas? Como se não tenho disso? Estás fora de moda... Coitado!
Ó pá! Não me lixes! Não me enfades! Não me ofendas! Não me fodas! (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
eugenio recuenco deixa correr o risco de um beijo beijo que... ... de um toque toque que... ... de um grito ....contido ... corridos os riscos em lugar isolado deixaremos todas as dúvidas de lado (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
Anda cá, meu rapaz, anda cá! ... Que se passa?Terás sarna? Não te satisfaz esse osso? ... Ah! Não é osso! É plástico? É brinquedo tão eficaz... ... Brinca, trinca e afinca no osso esse dente roaz! Mas... Que voo! Zzzzzzzás-catrapás-pás-pás! ... Dá cá o osso, dá! Toma! Vai buscar, vai! Busca, busca! Dá cá ao dono! Isso! Isso! Menino bonito! Apetecível vida de cão! Não é, meu velho daniel, não é? (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
és abrigo dum-não-sei-quê bisturi cinzel ou laser que... és carne-e-osso mas... talvez os meus olhos sejam palavras que só tu lês (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
renasceste sob mim nesta manhã de maio tronco de árvore em arco coxas e dentes cerrados marcas de lábios gemidos debruçado por ti encharcado em fios suados fatigado na fadiga cansada lascivo na carne serena hoje és poesia moldado nos braços e ouvido descrevi sentidos de ternura montanhas de neve eterna regatos frescos de verdura acariciei em círculos ternos estreitei dedos afilados aplanei mãos em palmas torneei faces rosadas olhei-te terias adormecido calei e deixei de te roçar de novo um sorriso e repetiste sonhei com o paraíso
respiração profunda recostei-me no teu braço adormeci nesta manhã nasceu a primavera e uma árvore e ao meu bom dia saudaste fértilmanhã de vinte-e-um de março daniel
terra-mãe da promissão pariste estatueta de terracota ... cresci terriço ... um tremor na vida ... mãe-terra prometida quero uma língua de terra ... sete palmos de terra da promissão
minha terra-mãe (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
brincámos com o fogo e.... acha-a-acha acha-a-acha acha-a-acha atiçámos... ... clamas aos gritos ...fogo fogo presos entre dois fogos ... tu e eu apagar ou deixar morrer? .... deixar morrer não .... sopra atiça deixa assaras achas todas serão cinzasdo trigo roxo desse nosso fogo posto (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
lancei água ao rio um fio de mágoa salgada .... aguadeiro... recolhi o fio de água ... devolvi a água doce à ria ... sobrou-me a mágoa (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia." (alberto caeiro)
mareia é o espaço onde a onda acaba e a areia continua
. . . areia molhada e dura ... onde calcorreio contigo a sensação... . . . onde somos náufragos dados à costa . . . onde mergulhamos vontades e perigos... . . . o meu mar e areia contigo (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
Era uma vez... ... um letreiro de madeira. Gretado. Verde-e-escuro com palavras... ... Em chinguês puro, parvo de todo, rerreli: "Passalinhos cuadlupedes" ( muda de linha) "Vendeçe"
Pardais-de-telhado com quatro patas? ...
(Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
carlos pereira lanço rede ao luar ala arriba ... laço teus dedos em nós ... em teu corpo de amante ... escorro ... no teu corpo nu ... força arrais (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
in FotoDigital cabana-bar de beira-mar casual encontro ... na praia deserta namorámos os teus e os meus ... a sedução ... até sempre ... encontro casual o mar entre amar e maré (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)
"dia de inverno" in FotoDigital 13 sou sossego sou cego sou... ...sono sou sono lento sou sonolento (Este texto encontra-se publicado... ... no meu livro)