
chema madoz
para quê as promessas
de aparato e pompa de palácios em metal
se me bastam
as cabanas de madeira de pinheiro bravo
empoleiradas na falda sul das montanhas
ali e além
para quê as promessas
de jardins zoológicos de animais em jaula
se me bastam
os papagaios estrelas de guita e cana seca
embrulhados em papel de delírio e fantasia
além tão longe
para quê as promessas
de mulheres de silicone de feiras e calendário
se me bastam
a sabedoria e as garantias da raposa matreira
repara que os cachos verdes em alta parreira
só servem para ser tragados com olhos de ver
aqui ao perto
daniel








