
fotografia de maurício ianês
impossível
o silêncio das mãos
quando
se amarram as palavras
daniel








chema madoz
da fornalha
de um beco sem saída
o regresso à frescura
é possível
se
retomar
o labiríntico caminho da ida
ou
anulado
fingir-me vivo e morrer pela tortura
da fome e da sede
ou
içares-me pela corda
lançada da muralha
pela fenda de luz
que abriste
já não sinto forças
já não detenho o tempo
só me resta a ternura
ergue-me
daniel

