
(autor desconhecido) "ridículo"
Ser palhaço não dói.
Tintas meias ou de mais ou menos. Nariz vermelho de ping-pong ou copos.
Carapuças enfiadas até às orelhas. Em públicas arenas ou espectáculos íntimos e gratuitos.
Contigo a sós, ao ouvido, ou na roda dos amigalhaços...
Até gargalhamos de nós próprios...
Nós que acreditávamos que os risos eram sinais de momentos de alegria e felizes...
Palhaços amados e queridos!
Ser palhaço não dói.
O que dói é tomar consciência de que se é um parvo de serviço.
Um ser ridículo. Um ser palha-de-aço, um ser esfregão de fumaças
de chamas amarelas ou de esturros negros de fundo de panelas e tachos...
Palhaços de ocasião e aos fogachos!
Ser palhaço não dói.
O que dói profundamente é ser palha, esfregão, aço tenro e ter disso consciência.
No momento do desprezo, estoiram os balões dos sonhos de sabão. Restam salpicos que se enxugam
com mata-borrão a que se chega um fósforo aceso para que as cinzas do desnorte se ventem forte.
Meninos e meninas, senhoras e senhores!
Estimado público aqui presente!
O circo fracasso tem a subida honra de vos apresentar...
... os palhaaaaaaaaaaaaaaços!
daniel


































