"sacrifice"
mark rothko
Não respondi ao grito.Vivia longe e ocupado.Pensava num título de um documentáriode homenagem a Vinicius de Moraes:"Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores?"Fora de mim não escutei uma palavra tua.
Castiga a minha presunção. Quando eu me deitar de costas, põe-me
um pé na garganta e outro na boca. E passa sobre mim três vezes.Donde me vem tanta soberba?
Daniel Sant'Iago
"bleu II" de joan miro
que
a dor seja água
e a mágoa flor
a prisão...
...
e o amor uma tenda
seja assis
assim seja
(Este texto encontra-se publicado...
... no meu livro)
"quarta feira de cinzas"
benjamin silvasou
pó do levante
na guerra da vida
serei
pó do ocaso
nos restos da morte
cinzas dum entardecer
em quarta-feira de páscoa
Daniel Sant'Iago
"hustler" de arthur sarnoff
- Fazes-me aquilo? - ele.
- Não insistas! - ela.
- ...
- ...
- ... - insistia ele .
- ... - repetia ela.
- ...
- Dá-me vómitos! Engasgo-me!
- Só uma vez... - ele.
- Nunca farei isso! - ela.
Aquilo e isso...
eram...
Julgo eu.
(Este texto encontra-se publicado...
... no meu livro)
no segredo dum rochedo
introduza na blusa
sem medo
dois dedos
húmidos da boca
e
provoque o toque
nos brinquedos
se
con_tusa do choque
se sentir confusa
sem rei nem roque
e
se usa e abusa
dos berloques
sairá da toca
deusa ou musa
que me seduza
agora
sob arvoredo
já sem blusa
nem segredo
e
sem medo
das bocas sujas
Kitsch_test!
Este texto é um teste.
Ao meu mau gosto.À minha escrita obscena.
E à mediocridade carnavalesca.
Reli obscenidades picantes.
Bocage e Marcial.
Senti-me desculpado!
É que... (já) Bocage não sou...
Mas... que título para este escrito?
A títulos de "posts" em blogues exige-se-lhes
síntese e a amarração fulminante dos leitores.
Escolhi um híbrido "kitsch" entre:
"Uma merda de texto!"
"A Bocage desbocado, Rei do Carnaval!"
"Hino à parvoíce!"
Que tal? Indecente? Eu? O texto?
O título... não! É só "kitsch"!
Mas que dizer face ao soneto de Bocage?
"Cagando estava a dama mais formosa..."
Comentem mas não me desanquem!
Acarnavalem comigo!
Des_(mas)_cara_da_mente!
Daniel Sant'Iago
ea um intenso prazerchamou-lhe o confessorpecado e_mortalDaniel Sant'Iagoaqui
à ternura
sem eco
chamo-lhe tortura
Daniel Sant'Iagoaqui
à guerrachama-lhe o ditador
um caminho para a pazDaniel Sant'Iagoaqui

ao sorrisoentre quem amachamo-lhe hu_amor
Daniel Sant'Iagoaqui

ao infielquando amachama-se amanteDaniel Sant'Iagoaqui

ao teu silêncio
quando me magoa
chamo desprezoDaniel Sant'Iagoaqui
"depression"
alexey linkov
hoje
o sol não subiu o monte... a lua morreu em quarto minguante... as estrelas
desmaiaram sem luarhojenão existiu
(Este texto encontra-se publicado...
... no meu livro)
Solto as rédeas ao freio.
Do meu olhar.Pelo ocaso, o azul acinza.E a cinza enrola-se à prata.A_fogo em chamas nas águas.O silêncio não marulha.E da terra ecoa o nada.No banco de ripado verde,
escurecem as páginas do moleskine.Cego, estalo o elástico negro.
Sobra a franja da fita do marcador.Eu sei porque quero que a alma desespere.Escorreu-me a esperança por entre os dedos.- Tenho uma triste notícia a dar-te.
A Teresa morreu.Cedeu ao aneurisma. Numa cama deslavada do hospital.De São José.
Resta-me o sal no pôr do sol.
Porto Côvo.Aos tantos do tal de mil novecentos e muitos!Daniel Sant'Iago
"mother and child" de gustav klimtTropecei nos teus olhos de amêndoa e mágoa.
Talhes de doçuramara na ira dum olhar. Eiras
de grão moído. Pó entre mós. De pedras rudes.
De ataque com funda. Do fundo. Mal ditas.- O meu marido...Segredei-te o meu ombro.
Reservei-te um bilhete de ida.
Manchei-te os lábios de cafés.
Li-te poesia na Fnac do Colombo.
Cravei-te no olhar o verde da vida.- O teu filho...E adubei-te com uma mancheia de sorrisos.Dos olhos amendoados regressou a mágoa.
Comigo. Em nódoas feridas na pele.
Do meu casaco.Daniel Sant'Iago
BRINCO DE PALAVRASDaniel Sant' Iago
Tiram-me sempre o pão da boca.
Que fome!POETAS!
Que sede!
Da água frescacom que me encharcam o deserto.daniel"table and chair"
peter coker
"universo de escrita"
antónio ole
letras em massaem barra azuldum prato de sopatrêsvogaisa-e-oconsoantesm-r-ttrês palavras tijolosmuro de sabores
morte ao amora arte ao amar o aroma ao tomar-teem maré de amora morte ao amar-tea romã em romao ar mora em marte
- Come a sopa, Daniel!
daniel

sempre te quispróximo da pelese possível bempor dentro
daniel
"girl standing"
egon schiele
"mulher sentada"
picasso
Recorda-me aquele teu primeiroolhar porque a estrela do crepúsculosob o luar da meia noite espera por nóse pela madrugada até à lava da alvorada.Levanta-te e não pernoites sentada porque amorte será já amanhã na manhã do teu último olhar.daniel
"miragens"
josé dos santos
Não sei quem escreveu.
"A maneira de apreciarmos uma coisa é
dizermos a nós próprios que a podemos
perder"
Este blogue é mais uma coisa!
Coisa entre milhões de blogues!
E já me disse que a posso perder!
Qual o (a)preço?
daniel