
"judith" de gustav klimt
sentaste-te
mesmo à minha frente
num elevador de lisboa
sorriste
leve a mente sem esforço
a olhares por dentro
cruzaste
o brilho verde
sem sombras de engate
insistente nos meus olhos dormentes
vermelhos num sorriso obrigado
perguntaste
ao porquê do teu sorriso
se o amarelo do olhar de dor vermelha
era sentido e definitivo
desapareceste
por entre carros e sinais
de semáforos intermitentes
no cimo do nosso elevador
em lisboa
renasci
para um novo sorriso
em_levado
sentido
sem resposta
nem dor definitiva
Daniel Sant'Iago

















