sexta-feira, 6 de julho de 2007

como um cão


ed heck (untitled)

Anda cá, meu rapaz, anda cá!

Mas que alvoroço vai por aqui...
Que se passa?
Sarna?
Não te satisfaz esse osso?
Faltam-te raspas de carne?

Ah... Não é osso! É plástico!
Mas é brinquedo... tão eficaz!

Vá lá, meu rapaz, va lá!
Brinca, trinca, afinca-lhe esse dente roaz!

Não foste tu que o abocanhaste?
Que voo para o parar no ar... um osso!
Que voo!
Zzzzzzzzzás-catrapás-pás-pás!

Vá lá!
Brinca!
Verás, meu velho, como te agradará ter essa vida
de maré-me-leva-maré-me-traz!

Dá cá o osso! Dá cá! Dá!
Toma!
Vai buscar, vai!
Busca, busca!
Dá cá ao dono! Dá!

Isso!
Menino bonito...

(Tão apetecível esta vida de cão...
Não é, meu velho Daniel?)


Daniel Sant'Iago

terça-feira, 3 de julho de 2007

a_risco


"seated nude" de amedeo mondigliani

deixa correr o risco de um toque
toque que te roce e nos provoque


deixa correr o risco de um beijo

beijo rubro entre línguas e fogo

deixa correr o risco de um grito
grito surdo
retido nas gargantas

deixa correr o risco de um olhar
olhar verde em contornos de pele

deixa correr o risco de um trago
trago húmido entre poros de água

corridos os riscos
num barco ao largo

deixaremos todas as dúvidas de lado


Daniel Sant'Iago

sábado, 30 de junho de 2007

és diferente


"la magie noire" de rené magritte

és
abrigo
bisturi
cinzel
laser

que me descasca e me mata

simples apetites
a mais inconfessável tara


és de carne-e-osso
mas diferente


talvez
os meus olhos sejam
palavras que só tu lês

Daniel Sant'Iago

terça-feira, 26 de junho de 2007

o meu sorriso


"some smile"
talantbek chekirov


confuso

chamei a terreiro
de dentro de mim

quem pensa e quem sente


pedi ao que pensa
censura ao que sente


cumpriu

ralhou


quem sente ouviu e sorriu

quem pensa calou e fugiu


agora entendo que
o sorriso
sou
eu

Daniel Sant'Iago

sábado, 23 de junho de 2007

ícaro


"sky watcher"
susan seddan boulet


como seria pouco


fazer das tuas mãos dois leitos impuros
fazer dos teus dedos dez súbditos mouros
fazer do teu peito douro um parapeito duro

miradouro perfeito

fazer das nossas bocas intróito de intuitos
fazer das nossas línguas um hálito maduro

futuro seguro

fazer do meu silêncio um grito infinito
fazer do meu querer um rito de mitos

tesouro de ouro maldito

proveito súbito de um delito suspeito

como seria louco

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 20 de junho de 2007

momento-memento


"red apple" de nelly arenas

sim

um momento-memento
tempo cristal de memória

como se o tempo não fosse


numa refeição
serpenteada por palavras

numa entrada
de ostras com molho de natas e limão

iguaria
temperada com sal e pimenta
acabada de moer
para fazer crescer
a água na boca
e o gosto no olhar
um
tinto reserva de colares
beijado entre os lábios

numa sobremesa
de maçã
húmida vermelha de gotas
polpa envolta em casca de espelho


para mim
o prazer de molhar os dedos e morder o sabor

para ti
o prazer de cerrar o olhar e soprar o aroma


o mesmo caminho de quatro sentidos
divididos por dois num fruto único

um chá de jasmim e um cigarro

as palavras
essas
serpenteiam-nos ainda

Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 18 de junho de 2007

roído de amor


"pierrot" de steven lamb

Como é possível ser roído pelo amor
se,
no concerto desta noite,

só escutei o silêncio intenso da tua sinfonia?


Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 13 de junho de 2007

ser_vida...


"death and life"

tique taque
taque tique
geme mãe
puto grita
muito tempo
tempo muito

taque tique
tique taque
forte achaque
xeque mate

tique ... tique
taque ... taque

Traque! Pum!

Que chique fraque!


Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 11 de junho de 2007

terra - mãe


"in the land where magic began"

terra-mãe da promissão
pariste estatueta de terracota
com raízes das sementes num torrão

cresci terriço na terra de ninguém
prometida terra-mãe

um tremor na vida e caí por terra
mãe-terra prometida

quero uma língua de terra
terra-mãe
sete palmos de terra da promissão

minha terra-mãe


Daniel Sant'Iago

sábado, 9 de junho de 2007

a promessa im_possível


quando eu enlouquecer e tudo acontecer

ainda que tarde e que tropece

construiremos o puzzle com mil peças

uma a uma
até que escureça

e se encaixe a última peça
certa

Daniel Sant'Iago

quinta-feira, 7 de junho de 2007

o segredo do cofre


laure prouvost (untitled)

Escuta...
Quero revelar-te um segredo.


Pendurei um cofre pequeno entre as folhas
sempre verdes da árvore grande do quintal.

Ao sol e à chuva e ao vento resistiu
.
A tudo!

Aqui tens a chave e o código.
Quando o abrires, não te surpreendas.

Respira-lhe o ar puro porque
os sonhos
e as memórias nunca me confessarão!

Código: "nu10".
Chave: sob o papel lavável da
terceira gaveta da cómoda negra.

Daniel Sant'Iago

terça-feira, 5 de junho de 2007

fogo posto


"warming fire" de loren entz

Brincámos com o fogo
e uma faúlha na seara
foi fogo posto.
Em trigo roxo.


Acha a acha, atiçámos um fogo brando,
lento,
médio, alto e vivo.

Chamas rubras entre negras labaredas.

Clamas aos gritos...
Tocas a rebate...
Fogueiro, fogo!

Presos entre dois fogos, o teu e o meu,
tu e eu.

Apagar ou deixar morrer?
Fogo de vista?
Fogo de artifício ou preso?
Cortinas de fumo?

Uma prova de fogo cruzado, a ferro e fogo.
Ou lanço mais achas ou apago!
Deixar morrer?
Nunca!

Fumarolas são fogo...
Sinto-te fogo, lava e vulcão.
Mas, se tens pavor, sopra, atiça
e deixa assar as achas todas.


Serão cinzas do trigo roxo.
Desse nosso fogo posto.


Daniel Sant'Iago

sábado, 2 de junho de 2007

baga_telas


"desnudo in la playa" de fortuny marsal
(museu do prado)

quem da praia
escolhe o rochedo nu e esquece a água fria

quem da praia
escolhe o calor do sol e esquece a areia fina

quem da praia
escolhe o corpo e esquece olhares traquinas

tem do mar
o rumor das ondas em maré vazia
a brisa leve sobre a pele macia

a garantia eterna dum segredo

numa relação de contrastes
da tua carne
clara e macia
sobre um rochedo escuro e duro

corpo de luz morna sobre um negro quente

Daniel Sant'Iago

sexta-feira, 1 de junho de 2007

menino do arco na íris


o pincel
um raio de sol

o modelo
um menino

na paleta
tintas gotículas de chuva

numa mão
uma gancheta de arame

na outra mão
um arco colorido

na íris do menino
o arco reflectido

assim
nasceu o meu arco-íris

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 30 de maio de 2007

m_ágoa

"water and stone" de scott kuehn

lancei água ao rio
um fio de mágoa salgada

duma gota parte ínfima
na foz somada ao mar
íntima

aguadeiro de salinas
recolhi o fio de água

trepei o sal em pilhas
devolvi a água doce à ria
em vapor e borriço

sobrou-me a mágoa

Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 28 de maio de 2007

in_definições


"mind as a sea" de pihua hsu

O que é o ar?
Não sei bem...
Só sei...

O que é o vento?
Não sei bem...
...
O que é o aroma?
...
... sinto.

Quando te abeiras...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

baga_telas


"a woman holding a fruit" de paul gauguin

O nome?
Taiana!
A que teme os espíritos da noite.

És, aqui, ser e ter.
És, aqui, cor e oferta.
Não és tempo.
Estás!

Corpo de formas delineadas a negro.
Corpo tropical e sincero.
Corpo real e primitivo.

Nativa paixão.
Em boémia de cores viva!
Vermelhos, verdes, violetas!
Chapadas de amarelo simples.
Cores sem gradação.

Onde vais?

Que interessa para onde
se numa das cabanas,
Taiana,
ao fundo,
sob o colmo fresco,
os frutos dados não temem os espíritos
duma noite... a sós...

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 23 de maio de 2007

da des_esperança


"leaning poppies"
oskar koller


Arrefeço!
Fevereiro em Maio?

Frio, flor?

Há dias, o Sol afiançou-me
que as neves se fundiram
nos flancos da montanha.

Imaginavam-se eternas...

Acreditei nele!


Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 21 de maio de 2007

mareia


"remorse or the sphinx embebed in the sand"
salvador dali


mareia

é o espaço onde
a onda morre e a areia continua

mareia
é o espaço onde
se demora a areia húmida e dura

mareia
é o espaço onde
calcorreio contigo a sensação nua
de sermos seres vivos e descalços

mareia
é o espaço onde
somos náufragos dados à costa
expulsos da nossa terra dorida


Mareia (s.f. mar+areia) é uma palavra aglutinada.
Espaço onde morre a onda e sobrevive a areia molhada.
[Verbete para uma entrada no léxico (im)próprio do Português.
Palavra minha, nascida já no século XXI, a 13 de Março de 2006,
às 12 horas e 12 minutos].


Daniel Sant'Iago

sexta-feira, 18 de maio de 2007

baga_telas





num gume

de uma duna
soprou uma brisa

na face lisa
moldou-se o cotorno
dum corpo que prolongo

na face ondulada

abriga-se a caruma
de um forno de lenha

brasido de um tronco

que me queima e perfuma
na oferta duma madrugada
na duna morna dum deserto

o meu

Daniel Sant'Iago


"wind patterns in the sand" de bill hatcher

terça-feira, 15 de maio de 2007

??{o}??

"antropofagia" de tarsila do amaral

para que
quero tanto o pouco que me falta
se
possuo tão pouco o muito que já tenho
?


Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 14 de maio de 2007

saudades


"in contempt of our love"
leo evans


corroído pelas saudades
magoei-me com sorrisos
nos espinhos de aromas

coexistência de inconciliáveis

prazer no sofrimento
passado e futuro
nós num corpo
povo a sós

antónimos de iguais
opostos de sinónimos


Daniel Sant'Iago

sábado, 12 de maio de 2007

baga_telas


"david" (pormenor)
miguel ângelo

O olhar fulmina um alvo no horizonte.
Cercam-no olheiras fundas e vincadas.
Narinas dilatadas fremem vendavais.
Lábios grossos em rosto gelado.

Os cabelos rolam revoltos.
A fronte avoluma-se.
Os dentes cerram-se.
A ira urra.

Era um pedregulho.
Bruto e tosco.

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 9 de maio de 2007

in_decisão


"reclining nude in green"
egon schiele


não recebo quando
me dás

só recebo quando percebo que
te dás


mas

pode acontecer que
te dês

e eu não perceba que
te dás


decidi
agora mesmo

receber
tudo o que
me dês

mesmo que perceba
que
tu não estás


Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 7 de maio de 2007

touché_e


"lovers in the red sky" (moma sf)
marc chagall



Hoje
Sou eu que te esmago

Entre ondas e areias
Num ballet de vagas nuas
Em páginas de livros para ler
Em pautas de melodia a cantar
Por luas de espumas sob marés

As palavras são pele de teclas
Em solo de piano a quatro mãos
Melodia
De
mel e dia cantada à desgarrada
Nos corpos que tremem e endurecem
Quando pairam no ar as reticências
Feitas de nada em essência de tudo

Olho-me nos olhos e desfolheio-te
Livro

À procura da alma que reencontras
No índice do teu corpo que soletro
Só letras de folhas tão in_quietas

Mordisco os lábios cinzelados a lume
Molhas línguas num instante de nudez
Dedilho a página das páginas vermelha
Infinito de um instante que se desfez
Para ser sempre a última primeira vez

serena adormeces
sobre o éden
que ao longe transparece

restam as mãos laçadas nos dedos
nós de beijos sorvidos das vagas
que murmuram


Esta noite fui
tua
leitura!

Daniel Sant'Iago

sábado, 5 de maio de 2007

baga_telas


"david" de miguel ângelo (pormenor)

Entre ossos de pedra afloram veias de mármore
sob a pele
cheia de uma mão que verga e agride.

o escultor
miguel
do modelo
david

e um cinzel o elo

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 2 de maio de 2007

esta noite



esta noite
encharcou-se em água doce

nesta noite
derramou-se sumo agridoce

esta noite
ensopou-nos as roupas de chuva

nesta noite
desatou-se o atilho ao atado

esta noite
esgotou-se numa madrugada nua

esta noite
não adormeceu nem acordou

Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 30 de abril de 2007

colo


fresco de pompeia

cola-me ao teu colo
tão
quente

leva-me...

anjo-réu
e
crente
...
colo ausente


(Este texto encontra-se publicado...

... no meu livro)

domingo, 29 de abril de 2007

baga_telas










toque breve
criação eterna

o homem e deus


Daniel Sant'Iago

sexta-feira, 27 de abril de 2007

jardim das oliveiras


"olive tree"

Revivo o teu caminhar para o meu convite.

Não invocaste medo nem outras ocupações.
Nem histórias com desculpas tontas.

As minhas horas de solidão,
em Getsémani,

prensa de azeite num olival,

lugar de encontro de uma ceia.
Rente ao mar.


para entrega
sem suor
sem sangue
sem traição


Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 25 de abril de 2007

dum jardim em belém


"a man... looking at the garden..."
taylor s. kennedy


bebe
leonor
dos meus olhos
esta embriaguez


de lagos de mármores
árvores de bagos
de afagos de amoras
auroras de flores
de amores vermelhos
espelhos de água
da mágoa de bancos
saltimbancos às cores

tenho saudades dum festim
de bolas de berlim e bica dupla
de sumo natural de manga e uva
chuva de sons de tom jobim

olhos de bêbados
duma falua de cravos
na barra do tejo
do nosso jardim em belém

nem verdura
leonor

nem segura



Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 23 de abril de 2007

passos no tempo de espaços


"space & time " de john palmer

desde que oásis
e ainda que estreito

acorrento-me ao espaço
atemoriza-me o tempo
e
arrasto-me pela escolha

mas
para que quero o tempo
se
não te deito no espaço?
mas
para que quero o espaço
se
não me saboreio no tempo?

se
nem o tempo desse espaço
nem o espaço desse tempo
podem ser recuperados
então
não opto

quero-te no tempespaço
até adormecer
sem tempo para acordar
naquele jardim


Daniel Sant'Iago

sábado, 21 de abril de 2007

con_certo em D M, opus #304



abertura
Brinco de Palavras é um espaço
aberto, não sujeito a censura.
Fechado a comentários impróprios.


tema
Aqui, imponho-me Civismo para tentar
pôr termo a ofensas e comentários abusivos.

movimentos
Assumirei a Responsabilidade dos textos e
dos comentários.

Não permitirei ameaças, assédios, insultos,
difamações e violações do direito de autor.

Aceitarei comentários anónimos e pseudónimos.
Os pessoais devem ser enviados por e-mail.

Ignorarei ataques e inibir-me-ei de os
comentar ou de contra-atacar.

Tentarei contactar, em privado, antes de
fazer uma denúncia ou censura.

Defenderei todos de ataques em comentários
intoleráveis.

Não escreverei online o que seria incapaz
de dizer cara a cara.

coda
A Liberdade e a Pessoa
(en)cantam-se em acordes
de Sol Maior!


Daniel Sant'Iago

sexta-feira, 20 de abril de 2007

pausa - semicolcheia


"pause cafe II" de delphine corbin

Imponho no meu blogue uma auto-regulamentação.

6. pausa - semicolcheia
Defenderei uma pessoa de ataques injustos com
comentários inaceitáveis.

7. pausa - final
Não escreverei online o que não seria capaz de
di
zer à pessoa cara a cara.

Daniel Sant'Iago

quinta-feira, 19 de abril de 2007

pausa - colcheia


"pause cafe I" de delphine corbin

E, ao quinto dia, a regra quinta. Que me imponho!

5. pausa - colcheia
Antes de fazer uma denúncia ou censura, este
blogueiro tentará contactar a pessoa, em privado.

6. pausa - semicolcheia
(amanhã)

Daniel Sant'Iago

quarta-feira, 18 de abril de 2007

pausa - semínima


"pause to reflect II"
brent nelson

E imponho-me a regra quatro ao quarto dia.

4. pausa - semínima
Ignorarei ataques. Inibir-me-ei de os comentar
ou de contra-atacar.

5. pausa - colcheia
(amanhã)


Daniel Sant'Iago

terça-feira, 17 de abril de 2007

pausa - mínima


"pause to reflect I"
brent nelson

E, no dia três, imponho-me a regra terceira.

3. pausa - mín
ima
Neste blogue, aceitam-se comentários anónimos
e pseudónimos. Os pessoais devem ser enviados
por e-mail.

4. pausa - semínima
(amanhã)


Daniel Sant'Iago

segunda-feira, 16 de abril de 2007

pausa - semibreve


E, ao dia segundo, imponho-me a regra dois.

2. pausa -
semibreve
Este blogueiro não permitirá
comentários
intoleráveis: ameaças, assédios,
difamações,
insultos, violações do direito de autor...

3. pausa - mínima
(amanhã)

Daniel Sant'Iago

imagem de william adolphe
"pause for thought"

domingo, 15 de abril de 2007

pausa - breve


"pause" de abraham brewster

Imponho-me uma pausa. Que silêncio tam_bém
soa. Sete dias sem brincar.

Imponho-me um código. De conduta. Neste blog.

Imponho-me regras. No rasto de Jimmy Wales
e Tim O'Reilly. Aqui!

1. pausa - breve
Este blogueiro assume a responsabilidade dos
textos e dos comentários inseridos no "Brinco
de Palavras".

2. pausa - semibreve
(amanhã)

Daniel Sant'Iago

sexta-feira, 13 de abril de 2007

querer ouvir







só ouves o que queres

está bem

vou querer antes de ouvir

preferes?


Daniel Sant'Iago



"jovem de cabelos compridos"
lasar segall

quarta-feira, 11 de abril de 2007

a caminho




a morte
e a vida
não se opõem

o menino
vive entre
a vida e a morte

A caminho, meu rapaz!

*
Não é a morte da lagarta

a vida da borboleta?

Daniel Sant'Iago

*
"wind" de steven meyers