Tantas lágrimas... Porque choras? Que mal te fiz? Diz! Que foi que aconteceu? Que te deu? Tens dores? Onde te dói? Sofres? Não me digas que não foi nada... Que pranto! Morreu alguém?
espera um pouco
Não me digas que são lágrimas de crocodilo... Pareces uma manhã de orvalho... Um rio de gotas essas lágrimas a fio...
espera mais um pouco sufoquei
Brincou nervosa com a lágrima que trazia ao pescoço. Um pingente! Sinal presente de um-dia-de-não-sei-quê.
não te assustes cheirei o frasco do amoníaco falta de siso só isso
Desdobrou-se em gargalhadas. Chorou de riso. Mais lágrimas. Outras mais.
Não me julgues pelo meu comportamento! Não me julgues porque te dizes meu amigo! (Como se ser-meu-amigo te desse o direito de me julgares e de seres justo ou injusto!)
Mesmo amigo, não conheces o meu pensamento! A não ser que eu to diga e consiga confessar tudo! (É que nem eu tenho consciência de todas as reais circunstâncias que condicionam o meu comportamento!)
O meu comportamento não é o meu pensamento! Estão correlacionados mas tem características diferentes. O pensamento é o pensamento! O comportamento é o comportamento!
(Nem me venhas com essa de que não me julgas. Que o que julgas são os meus comportamentos. Como se estes existissem sem mim!)
O meu comportamento não sou eu! Nem, tão pouco, o meu pensamento! Já to disse e repito! Não me julgues! Nem porque te pareço um santo. Nem porque te pareço uma merda.
Os santos também perdem os amigos! E a merda não é flor que se cheire!
(texto um) escalada penosa a da encosta dum vulcão julgado acessível no entanto gretei os lábios feri as mãos e à beira da cratera na atracção da chama queimei os dedos na lava rubra do vulcão julgado adormecido
(texto dois) escalada penosa a da encosta dum vulcão julgado acessível no entanto gretei os lábios feri as mãos e à beira da cratera na atracção da chama queimei os dedos na lava rubra do TEU vulcão julgado adormecido